OS
DESAFIOS DE ENSINAR E APRENDER HISTÓRIA
A
mesa redonda composta pelos professores Alex Costa,Carollina Lima,
Cristiane Ximenes e Sérgio Guerra abordou o tema: os desafios de
ensinar e aprender História. O evento que fez parte do Congresso da
UFBA 2018 iniciou-se com a fala da professora Carollina Lima que
mostrou de forma clara e objetiva alguns desafios encontrados pelo
docente do componente História, sobretudo no atual cenário
brasileiro. Conforme Lima, os professores de História têm sido alvo
de críticas bastante infundadas e preconceitos que atrapalham e
comprometem o trabalho na sala de aula, todavia a História está em
todos os elementos e faz parte da vida de todas as pessoas,pois tudo
que o homem produz torna-se evidências históricas, busca
referências e toma decisões a partir de experiências que lhe foram
passadas no tempo. Percebe-se então que a História está em todos
os espaços. O primeiro desafio citado por Lima foi como o professor
irá organizar o ensino de Historia tendo em vista que a formação
histórica ocorre de forma mínima dentro da escola e muito mais fora
dela. A professora Carolina pontuou também as críticas que os
docentes recebem sobre a possível doutrinação ideológica dos
alunos, e ela deixa claro que isso é um equivoco, uma vez que os
alunos atualmente não buscam na escola os conhecimentos históricos.
De acordo com Lima, existe uma pulverização muito grande das
narrativas históricas e isso pode ser visto no grande número de
livros e revistas que abordam o tema,mas ao mesmo tempo que o número
de exemplares publicados é um desafio, também é possibilidade e
potencialidade,já que existem muitos leitores interessados no
assunto. Entretanto, ela ressalta que os autores que escrevem esses
textos são na maioria das vezes jornalistas e curiosos e não
profissionais que realmente estudaram e tem propriedade para falar
sobre o assunto.
Destarte é preciso refletir quem são
esses escritores? ? Em qual tipo de fonte eles se baseiam? De onde
vieram as informações? Quem são esses sujeitos e de que lugar eles
falam? Dialogam com quais ideias? Em qual contexto?
Nesse
sentido concordo com a professora Carollina Lima, pois os docentes de
História realmente têm que romper algumas barreiras para conduzir
os alunos a compreender que não existe uma única história, é
preciso analisar as fontes,e o professor precisa de estratégias
diversificadas para cada turma que ele ensina. Destarte, é preciso
formar estudantes com postura investigativa e instrumentalizá-los
para questionar e desconfiar de todas as informações que eles
tiverem acesso.

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